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	<title>Aventuras ferozes de Djownathan</title>
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		<title>Aventuras ferozes de Djownathan</title>
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		<title>Segunda parte do conto &#8220;Prato da casa&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 18:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aventurasferozes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Agradeço as pessoas que acompanharam e comentaram no twitter, espero que vocês gostem do final. Abraços, -i Completei um mês de trabalho. Tinha época que quase esquecia meu nome.Lá dentro eu era corno, filho de uma que ronca e fuça, abestalhado, cuzão, filho da puta, viado, imbecil e procrastinador. Estava saindo melhor do que a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventuraferoz.wordpress.com&amp;blog=11105481&amp;post=10&amp;subd=aventuraferoz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço as pessoas que acompanharam e comentaram no twitter, espero que vocês gostem do final.</p>
<p>Abraços,</p>
<p>-i</p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Completei um  mês de trabalho. Tinha época que quase esquecia meu nome.Lá dentro  eu era corno, filho de uma que ronca e fuça, abestalhado, cuzão, filho  da puta, viado, imbecil e procrastinador. Estava saindo melhor do que  a encomenda. Durante oito horas por dia, seis vezes por semana eu não  era. Tudo automático, um simulacro de existência, onde eu só parava  e me sentia consciente ao sentar na mesa do almoço. E quando, algumas  vezes, a televisão do lugar estava ligada, eu só era consciente ao  chegar em casa.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Pois bem. Seguindo  o mapa de minha cabeça, parei outra vez em frente ao restaurante e  me dei conta de algo que me causou certa estranheza. Todos os estabelecimentos  da região ficavam somente no térreo. Os estoques normalmente ficavam  atrás dos lugares. Andei num raio de quinhentos metros do restaurante,  perguntei aos proprietários e nada. Ou seja, aquela escada em caracol  não devia estar ali. Era o único lugar que tinha algo subterrâneo.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Alguém na  rua acendeu um cigarro e eu vi o fogo.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Depois da análise,  entrei com passos determinados em direção à escada e disse baixinho  para a garçonete: </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Eu vou comer  lá embaixo. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Ela franziu  a testa e indagou: por quê? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O que o senhor  vai pedir? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Era dia de  filé de frango. Filé de frango, por favor.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Então sente  ali, que eu lhe sirvo aqui em cima, fique tranquilo. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Dito isso,  a esperança de conhecer o que estava embaixo apagou junto com o cigarro  na rua. Não tinha como descer, além do mais o chapeiro que normalmente  não saía de dentro da cozinha estava de segurança no começo da escada.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Dia seguinte  eu existi o dia inteiro. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O senhor está  com algum problema? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Quer tomar  um ar? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Tem alguma  coisa acontecendo? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Precisa de  água? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Fiquei traçando  um ponto de intersecção entre todas as pessoas que eu já tinha  visto descer. Um executivo, um semi morador de rua, duas mulheres de  vestido curto, um homem sem perna, um grupo de turistas chineses e um  homem gordo de calça xadrez.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"> Todos pediram  o “mesmo de sempre”. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Deve ser algum  tipo de código. Provavelmente de uma rinha de galinhas ou bingo. Não  importa, eu não conseguia parar de pensar.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O mesmo de  sempre.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O mesmo de  sempre o que? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Você  sempre reveza os pratos. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Se eu não  me engano hoje é dia de calabresa, certo?</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Não, quer  saber, hoje eu vou tentar algo diferente, cadê o cardápio? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O restaurante  também servia outros pratos, mais caros, é claro. Se o mesmo de sempre  não é uma senha, a solução deve estar no prato que eu for comer.  Eu quero tudo. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Tudo? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Tudo. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Desde o americano  no prato até o iogurte batido.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Talvez demore,  mas vou tentar ser o mais rápido possível. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Naquele dia  passei mal, não desci e alimentei um bocado de mendigos.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Dois meses  sem almoço. Dois meses a base dos gregos. 1,25 com suco de caju.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Consegui afastar  o sentimento da cabeça, mas na hora do almoço eu resistia com tanta  força que tinha que comer no lado contrário do restaurante. Quando  minha situação financeira parecia estar estabilizada decidi voltar  lá. A garçonete me olhou surpresa, mas sorriu desajeitadamente. Eu  pedi o cardápio novamente. Eu já tinha experimentado tudo, já havia  pedido todos os pratos da casa, menos um. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Naquele dia  a luz incidiu no cardápio em um ângulo diferente e eu vi, meio que  apagadas, algumas letras. Era o nome de um prato. Não entendi o que  estava escrito, era extremamente bizarro e o som produzido era fora  de qualquer padrão, quase não havia vogais. Eu apontei para ele e  olhei para a garçonete. É esse aqui, eu quero esse.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">A garçonete  olhou pra mim, apontou para a escada e disse: pode descer. Bom apetite.  Não consegui disfarçar o sorriso e desci. Os degraus eram estreitos  e, muitas vezes, vacilei, quase caindo. A escada parecia não ter fim,  tive a impressão que demorei cerca de 10 minutos para chegar até o  final. Estava tudo escuro e um cheiro de comida invadia meus sentidos,  um cheiro de algo delicioso e provavelmente caro. Por baixo daquele  cheiro, também podia-se sentir a umidade e o ar pesado típico de profundezas  ou escavamentos. O chão, assim como as paredes, era feito de pedras  talhadas com cuidado profissional. Na minha frente havia somente um  caminho, iluminado por pequenas tochas, provavelmente alimentadas por  óleo. Segui pelo caminho escuro por alguns minutos e logo me vi perdido.  Em certo momento, o corredor dividiu-se em dois. Logo as bifurcações  aumentavam. Não sabia o caminho de volta e achei bom. Podia ficar ali  vagando eternamente sentindo aquele cheiro. Não seria muito diferente  do que lá em cima, melhor assim. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Um dos sentidos.  Direita ou esquerda. Cheirei a esquerda.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Não mais segui  a esmo e parei de escolher randomicamente o meu próximo passo. Depois  de algum tempo ali embaixo, comecei a me acostumar com o cheiro e já  sabia dizer se estava forte ou fraco. Logo consegui ver, ao final de  um corredor estreito, uma luz extremamente fraca e muita falação.  Cheguei devagarinho e me deparei com uma grande sala quadrada. Nela  havia uma grande mesa de jantar e uma espécie de bancada com uma grande  chapa de metal fumegante.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Cinco pessoas  estavam sentadas e falavam entre si. Um homem careca com um grande bigode,  um casal de gêmeos de aparência idosa, um asiático com roupa de office-boy  e a senhora de roupas engraçadas que eu já conhecia. Pararam de falar  por um momento, olharam pra mim e puxaram uma cadeira. Me deram um prato  e um deles me disse: pode se servir, não faça cerimônia. No meio  deles havia uma grande travessa com vários pedaços de carne cortadas  em filé. Vinha dali o cheiro. Me servi com dois pedaços, cortei e  levei à boca. O gosto era doce e meio amargo no final. Nunca tinha  provado nada tão distinto.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Quando ensaiei  um primeiro contato, o grupo se calou de repente. Levantaram da mesa  e eu os imitei. Alguém estava entrando e se dirigindo para trás da  bancada. Seu rosto estava escondido na penumbra e sua silhueta era a  única coisa perceptível. Era alto e parecia ser musculoso. Sua cabeça  parecia ser maior que o padrão. Conforme foi chegando mais perto da  bancada alguns traços podiam ser vistos com mais clareza: um nariz  saltado para frente, pelos abundantes&#8230; Eu ouvia a respiração dos  gêmeos ficando cada vez mais forte e eu engoli rapidamente o pedaço  que ainda mantinha na boca. O silêncio se quebrou quando uma peça  de carne foi jogada em cima da chapa e o rosto, revelado. Nariz protuberante  com grandes cavidades nasais e uma argola atravessando o septo, pelos  espessos, olhos pequenos e um grande par de chifres. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Pensando agora,  a coisa mais estranha não era o par de chifres, mas o som alienígena  daqueles sapatos caros batendo contra o chão de pedra.</span></p>
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		<title>Primeira vez em um blog com mais 140 caracteres.</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 21:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aventurasferozes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca tive um blog e nunca tinha publicado nenhuma história com mais de 140 caracteres. Portanto será uma dupla novidade para mim. O conto que segue abaixo foi divido em duas partes, por favor comentem e deixem suas opiniões que logo mais eu posto o resto. -i PRATO DA CASA Prato feito de filé de frango, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventuraferoz.wordpress.com&amp;blog=11105481&amp;post=4&amp;subd=aventuraferoz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca tive um blog e nunca tinha publicado nenhuma história com mais de 140 caracteres. Portanto será uma dupla novidade para mim.</p>
<p>O conto que segue abaixo foi divido em duas partes, por favor comentem e deixem suas opiniões que logo mais eu posto o resto.</p>
<p>-i</p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:x-large;"><strong>PRATO DA  CASA</strong></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Prato feito  de filé de frango, calabresa ou bife por apenas quatro reais.  Tentador, certo? Eu também achei. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Fazia uns dois  anos que já estava desempregado e resolvi assumir que não poderia  trabalhar no mesmo cargo e nem ganhar o  mesmo montante de antes.  Me mudei para uma pequena pensão no centro e me aconcheguei entre moribundos  e drogados do local. Não tenho frescura. Preciso de poucas coisas para  sobreviver: água, comida e livros. O resto é apenas uma soma de fatores  que pode afetar minha vida, como a falta de dinheiro. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Sim, eu recebi  seguros e os outros direitos, mas uma parte disso eu doei e a outra  fui usando para me manter, chegando ao ponto onde atravessei o rubicão  e minha sorte foi lançada. Precisei de um emprego. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Entre prédios  comerciais, ruelas escuras e becos mal-cheirosos fervilham antros onde  o infinitivo é usado de maneira não usual, músicas de espera são  clássicos distorcidos e os xingamentos são abafados pelo volume baixo  de fones de ouvido. É ai que eu gostaria de estar, era o lugar perfeito  para sumir e me desfazer em meio de tanta gente. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Era um prédio  antigo, com pequenos afrescos e uma grande porta feita de metal com  tinta saindo. A fila que brotava da porta era tão grande quanto o número  de palavras que normalmente eram proferidas nas salas em que iria trabalhar.  Muita gente, muito calor e eu.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Olá, represento  a Alegroshop e gostaria de poder estar fazendo o seu cadastro. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Olá, represento  a Alegroshop e gostaria de poder estar fazendo o seu cadastro.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Olá, represento  a Alegroshop e gostaria de poder estar fazendo o seu cadastro. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Meio dia, primeiro  dia, primeiro almoço, nova região.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"> É  assim que acontece comigo. Como não tenho fogão costumo comer em restaurantes  onde a pinga normalmente é o café da manhã de muita gente. Nunca  passei mal.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Saí do  prédio procurando algum lugar barato para almoçar e após entrar em  algumas ruas e galerias me deparei com a placa escrita à mão. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Prato feito  de filé de frango, calabresa ou bife por apenas quatro reais. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O lugar tinha  uma aparência limpa e se perdia entre dezenas de outros restaurantes  limítrofes que tinham placas maiores e mais lugares. Foi ali mesmo  que sentei e pedi uma calabresa com um pouco de queijo mussarela por  cima. O lugar tinha cerca de trinta metros quadrados, algumas mesas,  uma bancada para receber os pedidos, uma cozinha aberta, banheiros e  uma escada caracol que levava para algum lugar abaixo. De oito mesas,  três estavam ocupadas. Eu em uma, uma senhora de cabelos brancos e  roupas engraçadas em outra e por último uma pessoa possivelmente dormindo,  com a cabeça entre os braços. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Enquanto reparava  em alguns detalhes e padrões estranhos da roupa daquela senhora, um  engravatado com pinta de executivo entrou no restaurante. Era visivelmente  um peixe fora d&#8217;água. Ele olhou para garçonete, que perguntou: </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O mesmo de  sempre? </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"> Ele assentiu  com a cabeça esboçando um leve sorriso e desceu as escadas em caracol. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O mais engraçado  nem era o fato de uma pessoa possivelmente mais abastada estar ali pedindo  comida e sim o som dos sapatos caros batendo contra os degraus de ferro  da escada.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"> Era totalmente  alienígena. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Ninguém demonstrou  qualquer estranheza,. Só eu fiquei corado e comecei a comer a  refeição recém-chegada.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Segunda semana,  segunda-feira, segundos para o almoço. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Continuava  comendo no mesmo lugar de sempre. Encontrar aquele restaurante era muito  difícil no começo. Muitas ruas, quebradas e becos e eu acabava sempre  passando a entrada. De alguns dias pra cá começava a entender o caminho  e já tinha traçado um mapa mental para o tesouro. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Pedi um bife  acebolado. Hoje era dia de bife. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Revezava entre  os três pratos para não enjoar. A garçonete anotou o pedido e trouxe  o prato de salada como entrada. Enquanto comia um pedaço de alface,  um homem gordo de calça xadrez entrou e pediu um café. A garçonete  parecia reconhecê-lo e começou a puxar papo. Não prestei atenção  em nada do que disseram, só peguei o finalzinho da conversa. Ele agradeceu  o café e falou que ia descer, e completando, pediu: Me vê o mesmo  de sempre. Ela sorriu e lhe desejou bom apetite.  Desceu apressado  e quase tropeçou.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Ao longo da  semana via pessoas descerem a escada em caracol. Algumas somente olhavam  pra garçonete, que parecia entender a linguagem não verbal, e logo  já desciam a escada de metal. </span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O mesmo de  sempre, o mesmo de sempre, o mesmo de sempre.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Ficava sempre  observando, mas nunca minha curiosidade era maior que a fome. Comia  e voltava para o meu cubículo de paredes modulares.</span> ﻿</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventuraferoz.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventuraferoz.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventuraferoz.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventuraferoz.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventuraferoz.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventuraferoz.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventuraferoz.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventuraferoz.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventuraferoz.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventuraferoz.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventuraferoz.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventuraferoz.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventuraferoz.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventuraferoz.wordpress.com/4/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventuraferoz.wordpress.com&amp;blog=11105481&amp;post=4&amp;subd=aventuraferoz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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